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Camila Cenci
Camila Cenci
- Dicas
08 Ago 2025 -

Comer com as Mãos Também Faz Parte do Ritual de Tomar um Vinho

Da pizza à coxinha, do sushi ao hambúrguer, passando por petiscos de eventos, há um vinho certo para cada mordida.
Comer com as Mãos Também Faz Parte do Ritual de Tomar um Vinho

Talheres são opcionais — o prazer, não. Comer com as mãos é um gesto ancestral, instintivo, quase infantil. Evoca liberdade, festa, informalidade. 

Da pizza à coxinha, do sushi ao hambúrguer, passando por petiscos de eventos, há um vinho certo para cada mordida.

A taça, afinal, também se segura com as mãos.

Comecemos pela pizza, símbolo máximo do prazer tátil. De uma margherita clássica a uma calabresa bem temperada, o vinho ideal deve ter acidez.

Um tinto leve e frutado — pense em um sangiovese, gamay, dolcetto, barbera jovem ou até um pinot noir sem madeira — limpa o palato e acompanha sem brigar com tomate, queijo e gordura.

Subindo o tom, frituras e salgadinhos pedem espumantes. 

E não é clichê: a acidez e o perlage são como detergentes sensoriais. Pense em coxinhas, bolinhas de queijo ou pastéis.

Um espumante brut rosé vai dar conta do recado com frescor e um toque frutado que harmoniza bem com massas e recheios mais untuosos.

Nos eventos com bandejas circulando e comida em movimento, a categoria finger food é um festival de contrastes: miniquiches, espetinhos, tartare, canapés com frutos do mar, cogumelos ou foie gras.

Os vinhos mais versáteis brilham: rosés gastronômicos, brancos com alguma estrutura (como um chardonnay com leve madeira) e espumantes com maior tempo sur lie.

A dica é optar por vinhos com boa acidez, pouco tanino e sem excessos de ácool ou doçura — o famoso curinga. 

E o hambúrguer? Ele merece respeito e um tinto com mais pegada.

Um syrah, um merlot ou um tempranillo jovem fazem bonito com carnes grelhadas, bacon, queijo e molhos doces ou picantes. 

A textura do vinho deve acompanhar a da mordida: suculenta, intensa, prazerosa.

Importante lembrar que comer com as mãos não significa abrir mão de elegância.

É um ritual de prazer tátil, que merece rótulos expressivos, mas não excessivos, capazes de acompanhar a alegria sem dominar o palco.

Comida de rua, piquenique, balcão de bar, festa entre amigos — todos pedem opções vibrantes e acessíveis.

O luxo está na liberdade de tomar o vinho sem cerimônia.  

Fonte: Veja SP

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